Baiana de salvador, nascida aos 26 de maio de 1914, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, mais conhecida como irmã Dulce (nome de sua mãe), fora uma jovem comprometida com a caridade desde criança, herdando esta característica de seus pais. Já aos 13 anos, estabeleceu em sua casa um centro de atendimento de doentes e mendigos, externando, também, nesta época, o desejo de seguir vida religiosa. Em 1933, logo após se formar como professora, entra para a congregação das irmãs missionárias da imaculada conceição da mãe de deus, em Sergipe, de onde sai como freira, assumindo o nome de sua mãe Dulce.
Conhecida como o anjo bom da Bahia, executou diversas obras de fundo comunitário e beneficente, tais como, assistência à comunidade pobre de alagados, criação do círculo operário da Bahia, fundação do colégio público Santo Antônio, atendimento a presos da cadeia coreia e construção de um dos maiores hospitais da Bahia aproveitando o galinheiro do convento Santo Antônio.
As obras sociais irmã Dulce (Osid), nasceram a 26 de maio de 1959, tendo suas raízes em 1949, quando irmã Dulce lança as bases de construção de um centro médico a partir de um galinheiro de um convento. Atualmente, este centro oferece 3.5 milhões de atendimentos anuais ambulatoriais via SUS, realizando cirurgias e atendimento de pessoas vulneráveis, com câncer e etilistas. Fornece 1.7 milhões de refeições anualmente e emprega 4.3 milhões funcionários. Um império surgido de uma ideia é de um desejo-ajudar o próximo.
A importância da caridade e do amor na prevenção ao suicídio dá-se na medida em que direcionamos nossa atenção de nossos problemas internos aos conflitos externos dos outros. Deixamos de olhar para o próprio umbigo e enxergamos as necessidades alheias. E, ao ver os bons frutos de nossas obras, crescemos em autoestima e canalizamos nossas pulsões de morte para pulsões de vida. É neste momento, que podemos sair de um galinheiro restrito de possibilidades para um centro moderno de vida e prosperidade.
Irmã Dulce, através da caridade e do amor ao próximo, deixou importante exemplo aos homens e mulheres de hoje, de que a vida não se baseia apenas nas realizações de nossos próprios sonhos. Viver também é ajudar as pessoas em suas necessidades básicas e em suas problemáticas existenciais! sofrer com os que sofrem e se alegrar com os que se alegram nos afastam do precipício do suicídio!
A prática constante da beneficência nos coloca em contato diário com a realidade desprezível do ser humano. Passamos então a entender que nosso cotidiano pode ser extremamente mais afetivo do que o de outrem e começamos a valorizar cada momento, cada cantinho e cada pessoa que nos cerca. O suicídio vai dando lugar a uma vida mais frutífera quando deixamos de olhar para nossas necessidades e passamos a focar nos sofrimentos dos nossos próximos.
Se você pensa em suicídio, comece hoje uma obra social! e não se esqueça de nós contar depois sobre esta experiência enriquecedora.
PSIQUIATRA COM FORMAÇÃO EM MEDICINA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA E RESIDÊNCIA MÉDICA EM PSIQUIATRIA PELO CENTRO HOSPITALAR PSIQUIÁTRICO DE BARBACENA DA FUNDAÇÃO HOSPITALAR DE MINAS GERAIS.
CRMMG 47.499 RQE 34.293
RUA EXPEDICIONÁRIO BOAVIDIR MASSOTE, 354, CENTRO CAMPO BELO/MG
(35) 99246-4654
(35) 99906-1224
